Na Chuva

O céu se arma em nuvens.

Paro e contemplo-as...

Concluo.

Olho ao redor...

Nada.

Uns segundos bastam

e o ruído longe cada vez mais perto

como se corresse com o vento.

Faz a algazarra.

Ela chega e me alegra com seu dom.

O estrondo preenche o ar.

Não haveria lugar melhor para se estar

Decido.

 – Vou andar sem rumo.

Habitual Saudade e Novidade


Eu olhava seus passos e tentava segui-los
Mãos e pés invertidos eram demais para mim.
Então disse: “Quem não dança faz que toca guitarra!”
E ela dizia assim: “Eu nunca te vi tão feliz”
Vi a mistura verde e branca num copo com gelo fazendo efeito
Enquanto ela tentava girar nos meus braços.

Eu ria como nunca

Elas gingavam ao rockabilly e ele corria no salão.
Eu pensava: “Pra onde ele vai?”
Entorpecido, caí como platéia
E nunca foi tão bom ser platéia
Pois ao final de cada música era eu quem gritava
Me somando ao todo e sendo final.

Eu ria como nunca

Uma estava mais alta, a outra estava alegre e ele estava muito alto.
Mas isso é só detalhe.
Era tudo uma diversão.
Onde o nada virava piada.
Onde eu eternizava na memória.
Porque noites como essas são poucas.

Obrigado Priscilla, Ivo e Jake
Eu ri como nunca.